quinta-feira, 10 de março de 2011

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Hoje, de uma forma ou de outra, acordei dona de mim. Há muito eu não me pertencia. Há muito não obedecia minhas vontades nem tampouco estralei músculos descansados, que travavam meu andar. Dei beijo de bom dia na minha mãe. Tomei um bom banho e me maquiei para o trabalho. Fui o caminho inteiro cantarolando, e me sentindo cheia de mim. Olhei o céu, sorri pro sol. Que belo dia! Quantos dias o tempo estava assim gostoso que eu não tinha visto? Estou indo junto com o movimento que a terra faz em torna dela própria. Estou feliz sem motivos. Estou feliz, mas sei exatamente os causadores conjuntos que me trouxeram isso. Paradoxo. Sai do ‘inerte. Tomei uma posição. Estou seguindo o que bate forte entre os seios. Estou seguindo o cheiro da saudade. Estou seguindo estradas a fora. Na verdade, eu sempre soube o que faltava. Só estava profundo demais para eu enxergar isso sozinha. Não tem mais nada que eu queira, a não ser a lógica da vida: horas, continuem passando.

terça-feira, 1 de março de 2011


Vou seguir. Vou correr. Saltitar. Serelepe. Preciso dançar os passos da vida. Mas, meu bem, vou estar te esperando. Eu só preciso sentir a natureza. Ouvir os pássaros. Ter paciência com as pessoas. Sorri para uma criança. Amar um cachorrinho. Preciso me jogar no mar. Preciso topar numa música. Preciso chorar de emoção. Colecionar sorrisos. Apaixonar-me por cabelos cacheados. Esperar você, não significa que vou estar sentada desenhando rostos num papel que continua em branco a cada hora passada. Se você voltar, que coisa linda o tempo me proporcionará. Me trará o amor de volta. Se eu puder apenas te ver passar, quero sorrisos seus. Meu bem, sorria. Temos escolhas, mas se tem limites até para isso. Só o tempo, será a proporção certa para nos dizer se sim, ou se não. Então eu vou. Olhe o meu molejo. Olhe minhas cores. Meus sorrisos. Sinta a música que eu vou fazendo. Tem coisa demais para eu ir descobrindo. Não posso te mostrar agora. Poderei te mostrar algum dia? Suspiro. Talvez sim. Talvez não. Talvez de uma forma diferente. A gravidade vai nos dizer. Enquanto isso, eu quero apenas, saber viver.