- Cappuccino de chocolate. Seu nome no embaçar do box do banheiro. Marcas de beijos na tela do computador. Mural de Fotos. Cassino. Poker. Placar Avançadíssimo. Distância. Problema. Platônico. Solução. Diversão. Para um lado. Para o outro. Dança. Saudade. Salvador. Mentiras. Maioria. Verdades. Muito pouca. Lésbicas explodem. Gays se assumem. Todas as crianças são homossexuais. Que nada. Destino. Escolha. Atitude. Medo. Saudade. Saudade. Decisão. Ponto final; Decisão. Felicidade é a prova dos nove. Feliz demais. 1º de abril. Vontade. Mais vontade. Confissão. Aprovada. -
/só eu entendo. ou nao.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Rápidos. Elétricos. E mágicos.
Talvez tenham vida própria. Não dá pra calcular como a mente agi tão rápido junto com a movimentação deles. São capazes de sairem por aí sozinhos. E saberiam se virar muito bem
se fossem separados do corpo.
Os dedos. A mão. Impulsivos. E admiráveis. Não dá para imaginar.
Eles fazem pela nossa vontade, que só depois é que vamos raciocinando que ela existe.
Sensíveis, permanentes, inconstantes, fortes e fracos.
Mãos. Assim sabemos e sentimos. Depois delas. Quase sozinhas, chegam até onde a nossa vontade quer.
- Consegui? Muito difícil de descrever. Mas sou admiradora numero 1 de mãos. Vou conseguir um dia fazer coleção. Haha.
Cinco seis sete oito... Começa!
Gestos de alegria, de confusão...
Você vai desenhando no ar e deixando rastros de sentimento.
Passos rápidos, e lentos. Sensuais e devastadores...
Você se sente só. Vai bem mais além da sua imaginação.
É o que você está sentindo.
Você voa de acordo com a sua vontade.
Impulsa conforme a sua força.
Flexiona junto ao seu cansaço.
E o que você não quer é parar.
Leveza... facilidade, ou nao.
E assim vai sincronizando mãos, pés, cintura, rosto,
mente. E o resto é segredo.
O corpo, e o que ele é agora, vai aumentando a sua beleza,
mostrando o que realmente no fundo, seja você.
A dança te forma. Ela existe. E você se faz a partir.
- saudade de dançar. saudade do grupo Hybridos de dança.
domingo, 13 de junho de 2010
Pássaros
Inveja é o que nós, seres patéticos, deveríamos sentir deles.
Voam, voam, juntos. Para onde? Não importa.
Vento, sol, céu azul, mar e admiradores.
Livres.
Cantam, reproduzem, abrigam-se. Felizes? Quem sabe.
Vantagens eles tem.
Nasceram com duas impetuosas asas, que podem afastá-los de toda mediocridade, todo mal quase sempre que desejarem.
Mas têm tanta sorte que não fazem idéia do que seja isso. Ou fazem?
Pássaros. O que lhes restam?
São tão pouco importantes, que apenas fazem parte de uma cadeia alimentar.
Pássaros. Voem!
Obrigada

Entre encontros e desencontros meus, encontros e desencontros dela, há três meses atrás eu tive a sorte, como ja lhes disse certa vez, de ter conhecido. Como Fernando Pessoa diz "Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão", eu nao sei ainda quais motivos me levaram aquele encontro num sábado a noite. Mas sei que depois dele, muita coisa foi acrescentada em mim. Seu jeito agressivo e arrogante nao foram, nem nunca será empecilhos para que eu deixe de achar aquela baixinha ousada uma das criaturas mais incríveis que encontrei por aí. Ah o acaso. Eu me lembro. A gente parou num posto. Ela desceu do carro super estressada porque um molequinho de rua tinha topado na sua filha, e aquilo se tornou um tanto engraçado. Ela me viu rindo, jogou os cabelos conforme virava o rosto um pouco inclinado e olhou para mim com uma cara de: o que é que você está rindo garota? E foi nesse instante que o meu consciente percebeu e criou uma admiração. Pequenininha, acho que um pouco menor que eu, mas a diferença é grande porque ela tem 46 anos e eu apenas 17, ainda vou crescer, e ela nao. Enfim. Cabelos curtos e extremamente soltos, do jeito que eles quisessem estar ela deixava. Vestia um short jeans, e uma blusa branca que combinava e combina demais com ela sempre que usa. Estávamos indo a lagarto onde ela tem um apartamento e morou muitos anos, e onde tinha uma namorada. Eu era convidada da amiga dela,que mal conhecia também. Sempre topei essas coisas meio loucas e repentinas que aparecem em mi vida. Pois é. Lá, eu nao conseguia parar de observar, e nem era escolha minha, eu tenho essa coisa impulsiva, e fica difícil de controlar. Ela, por algum motivo, nao conseguiu dar atenção necessária a sua namorada, a moça teve que ir embora e pronto ficamos naquela situação de troca de olhares desentendidos. Domingo. Isabella deixou ela na porta de casa já em Aracaju. Anotei na minha agenda com folhas recicladas, o seu e-mail e o site no qual tinha uma coluna, e tchau. Não sei, mas eu sentia que aquele dia nao seria o ultimo que nos encontraríamos. E realmente. Na sexta-feira da mesma semana, aquele encontro foi decisivo. Foi me pegar em casa. Entrei no carro e achei ela mais bonita do que a primeira vez. Não sabia que aquele cheiro de Humor nunca iria me largar, mas me agradou bastante.
- Quem está usando esse perfume, você ou sua filha?
- E agora ?
Ela bebia Pérgola e fumava Free. Eu observava, as vezes me aparecia no rosto um sorriso de lado, e fumava meu carlton de sempre, apenas. Conversamos e nos conhecemos de verdade. Ela falava mais que eu, e me fazia várias perguntas. Entreassuntos e declarações foi para ela que meu corpo me levou. Esse dia era 13 de março. Hoje, junho, pouco tempo, e coisas demais ja aconteceram. Pedido de namoro, até pedido de casamento, por mais que tenha sido na brincadeira. Declarações extremamente apaixonadas. Presentes significativos. Viagem. Nossa! Brigas. Palavras pesadas. Pensamento em ir embora. Humilhações. Ciúme exagerado. Vontade de nunca mais ver. Insultos. Estivemos mais mal do que bem, juntas. Não tinha aparecido ninguem em minha vida que me fizesse tão mal. Mas não tinha aparecido ninguem em minha vida que tenha me deixado nesse estado crítico de paixão. Seria a pessoa que eu largaria qualquer coisa para estar junto, e foi o que eu fiz várias vezes e que continuo fazendo. Seria a pessoa que se quisesse me levar para outro planeta, eu iria. Seria a pessoa que eu amaria. Seria a pessoa que eu teria uma rotina junto. Seria a pessoa que eu daria o mundo se fosse possível. Enfim. O infelizmente desse final, foi ter nos encontrado em épocas diferentes demais. Cruzamos no momento que eu estou com passagem de ida na mão, e não existe nada que se possa ser feito para modificar isso. Ou existe? Ei! Vou carregar você comigo por um sempre. Sempre.
(espero que a filha que eu tiver um dia, nao se apaixone desse jeito com 17 anos)
sábado, 12 de junho de 2010
Diva.
... e essa vontade consequentemente teimosa, continua comigo. como algumas vezes ouvir me dizer, se a paixão é o bálsamo, eu me desconcerto e nao sei mais o que isso significa. me perder dentro de mim mesma, dentro dos meus conceitos e preceitos, me deixa parada. estigmática. sem calcular nem pensar no que na verdade deveria estar sendo feito. volto. não canso. volto todas as vezes que sentir que ainda posso. e até mesmo quando achar que nao posso mais. sem limites. aquele tão de repente do inicio, nao pode acabar no mesmo inicio.
- Moça! Desculpa e obrigada. Essa falta de juízo que você me causou, ou essa perda de sanidade momentânea, me mostra no que eu insisti até os últimos momentos. que na verdade, até hoje eu procuro para saber se realmente chegaram aos últimos.
/ enfim. que morango delicioso eu estou comendo agora. que saudade estava daqui. e desculpem os exageros. beijos
- Moça! Desculpa e obrigada. Essa falta de juízo que você me causou, ou essa perda de sanidade momentânea, me mostra no que eu insisti até os últimos momentos. que na verdade, até hoje eu procuro para saber se realmente chegaram aos últimos.
/ enfim. que morango delicioso eu estou comendo agora. que saudade estava daqui. e desculpem os exageros. beijos
nao, nao.
É muito raro eu fazer algo que seja contra a minha vontade. Então eu estar arrependida de algumas coisas seria contradição da minha parte. Não quero me arrepender porque isso me faz pensar que sou burra o suficiente. Arrependimento nao. Posso me sentir burra por outras coisas, mas nunca porque me arrependi. Entao foda-se. O que foi feito já está nos fios do meu cabelo. O resto, é tudo aprendizado.
Sem Título.
Ontem, enquanto eu falava falava, tentando justificar a minha ansiedade... Tiago tirava do bolso uma carteira de documentos. Abriu o bolsinho do fundo e tirou uma moeda. Colocou bem em frente a mim e soltou.
- É isso que falta. Cair a fixa. - disso isso e se afastou.
Foi o suficiente para me deixar ali, analisando a mim mesma. Dois segundos.
Peguei a moeda, devolvi a ele, e seguimos. Dessa vez, calados. Não tinha mais a ousadia de tentar justificar nada.
(ruim)
- É isso que falta. Cair a fixa. - disso isso e se afastou.
Foi o suficiente para me deixar ali, analisando a mim mesma. Dois segundos.
Peguei a moeda, devolvi a ele, e seguimos. Dessa vez, calados. Não tinha mais a ousadia de tentar justificar nada.
(ruim)
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