Inveja é o que nós, seres patéticos, deveríamos sentir deles.
Voam, voam, juntos. Para onde? Não importa.
Vento, sol, céu azul, mar e admiradores.
Livres.
Cantam, reproduzem, abrigam-se. Felizes? Quem sabe.
Vantagens eles tem.
Nasceram com duas impetuosas asas, que podem afastá-los de toda mediocridade, todo mal quase sempre que desejarem.
Mas têm tanta sorte que não fazem idéia do que seja isso. Ou fazem?
Pássaros. O que lhes restam?
São tão pouco importantes, que apenas fazem parte de uma cadeia alimentar.
Pássaros. Voem!
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