domingo, 20 de fevereiro de 2011

Doces visitas...

Hoje a manhã passou com o vento. O céu assim nesse tom cinza esverdeado deixando a pele fria e a tristeza amiga. Sentei-me no leito da superfície que refletia azul e ali estava acompanhada. A lembrança apareceu bem no último vagão daquelas ondas, e seguia meu olhar. Ela parece estar sempre me seguindo. É quase como fazer parte de algum canto do meu corpo que quando eu olho, não tem como fugir a Lembrança. Ela brincava. Ela desaparecia naquela imensidão de mar, e depois ressurgia pleiteando ainda mais a alegria de se mostrar. E parecia eu estar em família. Soria ou chorava enquanto observava a lembrança mandar em mim. Estava bom até ali. Mas tinha alguma coisa querendo me derrubar. Estava por trás querendo chamar atenção de todas as formas. Parecia às vezes uma coisa ruim, outras vezes... não sei. A saudade. Ela escancarava desespero em sua abstrata face. Sim, e era um reflexo. Coloquei a saudade deitada no meu colo, e a consolei. Estava ali pra ela. Ela precisava de mim, e eu precisava do conforto dela. Mesmo sem saber ao certo se ela me faz bem ou mal. E ali continuei tranquila a vagar pelas inconstâncias dos meus pensamentos e sentimentos. Acompanhada de mim.

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