quinta-feira, 10 de março de 2011

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Hoje, de uma forma ou de outra, acordei dona de mim. Há muito eu não me pertencia. Há muito não obedecia minhas vontades nem tampouco estralei músculos descansados, que travavam meu andar. Dei beijo de bom dia na minha mãe. Tomei um bom banho e me maquiei para o trabalho. Fui o caminho inteiro cantarolando, e me sentindo cheia de mim. Olhei o céu, sorri pro sol. Que belo dia! Quantos dias o tempo estava assim gostoso que eu não tinha visto? Estou indo junto com o movimento que a terra faz em torna dela própria. Estou feliz sem motivos. Estou feliz, mas sei exatamente os causadores conjuntos que me trouxeram isso. Paradoxo. Sai do ‘inerte. Tomei uma posição. Estou seguindo o que bate forte entre os seios. Estou seguindo o cheiro da saudade. Estou seguindo estradas a fora. Na verdade, eu sempre soube o que faltava. Só estava profundo demais para eu enxergar isso sozinha. Não tem mais nada que eu queira, a não ser a lógica da vida: horas, continuem passando.

Um comentário:

  1. Já li esse seu texto umas 4 ou 5 vezes, todas as vezes que venho aqui leio ele, mas nunca tive algo legal pra comentar, porque ele é muito feliz, é como um texto que você lê e faz ''como eu queria me sentir exatamente assim agora'' e não sei se você entende, mas escrever texto quando se está feliz é muito mais complicado do que escrever triste, pois na tristeza as palavras saem, na felicidade a gente inventa, por isso achei a coisa mais linda esse texto e sei como é excitante se sentir assim. Horas continuem passando #)
    Beijo :**

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