quinta-feira, 10 de março de 2011

[...]


Hoje, de uma forma ou de outra, acordei dona de mim. Há muito eu não me pertencia. Há muito não obedecia minhas vontades nem tampouco estralei músculos descansados, que travavam meu andar. Dei beijo de bom dia na minha mãe. Tomei um bom banho e me maquiei para o trabalho. Fui o caminho inteiro cantarolando, e me sentindo cheia de mim. Olhei o céu, sorri pro sol. Que belo dia! Quantos dias o tempo estava assim gostoso que eu não tinha visto? Estou indo junto com o movimento que a terra faz em torna dela própria. Estou feliz sem motivos. Estou feliz, mas sei exatamente os causadores conjuntos que me trouxeram isso. Paradoxo. Sai do ‘inerte. Tomei uma posição. Estou seguindo o que bate forte entre os seios. Estou seguindo o cheiro da saudade. Estou seguindo estradas a fora. Na verdade, eu sempre soube o que faltava. Só estava profundo demais para eu enxergar isso sozinha. Não tem mais nada que eu queira, a não ser a lógica da vida: horas, continuem passando.

terça-feira, 1 de março de 2011


Vou seguir. Vou correr. Saltitar. Serelepe. Preciso dançar os passos da vida. Mas, meu bem, vou estar te esperando. Eu só preciso sentir a natureza. Ouvir os pássaros. Ter paciência com as pessoas. Sorri para uma criança. Amar um cachorrinho. Preciso me jogar no mar. Preciso topar numa música. Preciso chorar de emoção. Colecionar sorrisos. Apaixonar-me por cabelos cacheados. Esperar você, não significa que vou estar sentada desenhando rostos num papel que continua em branco a cada hora passada. Se você voltar, que coisa linda o tempo me proporcionará. Me trará o amor de volta. Se eu puder apenas te ver passar, quero sorrisos seus. Meu bem, sorria. Temos escolhas, mas se tem limites até para isso. Só o tempo, será a proporção certa para nos dizer se sim, ou se não. Então eu vou. Olhe o meu molejo. Olhe minhas cores. Meus sorrisos. Sinta a música que eu vou fazendo. Tem coisa demais para eu ir descobrindo. Não posso te mostrar agora. Poderei te mostrar algum dia? Suspiro. Talvez sim. Talvez não. Talvez de uma forma diferente. A gravidade vai nos dizer. Enquanto isso, eu quero apenas, saber viver.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Metade de mim, que anda por aí.

Estamos à meio em verdades distintas. Você para um lado. E eu para o outro. É como se a terra tivesse dividida em dois. A minha metade e a sua. Foi como cortar uma laranja ao meio sem nenhum ressentimento e distribuí-las a pessoas distintas só para certificar que estão separadas. Eu abraçando minha verdade e tornando-a parte de mim. E você com a sua, de mãos dadas, só para destruir uma outra. Sem ter que jamais largá-la. Sem ter que jamais se sentir sozinha daquilo. Vai além de querer torná-la parte de você. É como uma reputação que não pode jamais ser jogada fora. Entendo. Vamos continuar andando assim, e cada esquina que cruzarmos a terra vai rachar separando-nos. Tornando vil o que plantamos em uma verdade, que antes, era única. Hoje, até o vento se divide. Para você ele vem de um lado, e para mim ele sopra de outro. Passando bem distante do que poderia ser perto. E por incrível que pareça, essa situação continua não sendo o melhor para qualquer uma das partes. Mas o tempo há de preencher. O tempo vai sim cobrir o que em mim agora falta. O tempo vai sim semear. E o que agora está inteiramente dividido tornará ponte onde verdade nenhuma continue impedida de passear pelo cemitério vizinho. O tempo sempre é amigo. O que ele não poderá nunca conceder é que elas algum dia retornem um abraço. O tempo leva, o tempo constrói, o tempo reconstrói, o tempo cura, mas as escolhas estão fora desse ciclo e novas circunstâncias terão de se fazer existir por si só. Enquanto isso, continuo sendo metade abraçada numa verdade.

Doces visitas...

Hoje a manhã passou com o vento. O céu assim nesse tom cinza esverdeado deixando a pele fria e a tristeza amiga. Sentei-me no leito da superfície que refletia azul e ali estava acompanhada. A lembrança apareceu bem no último vagão daquelas ondas, e seguia meu olhar. Ela parece estar sempre me seguindo. É quase como fazer parte de algum canto do meu corpo que quando eu olho, não tem como fugir a Lembrança. Ela brincava. Ela desaparecia naquela imensidão de mar, e depois ressurgia pleiteando ainda mais a alegria de se mostrar. E parecia eu estar em família. Soria ou chorava enquanto observava a lembrança mandar em mim. Estava bom até ali. Mas tinha alguma coisa querendo me derrubar. Estava por trás querendo chamar atenção de todas as formas. Parecia às vezes uma coisa ruim, outras vezes... não sei. A saudade. Ela escancarava desespero em sua abstrata face. Sim, e era um reflexo. Coloquei a saudade deitada no meu colo, e a consolei. Estava ali pra ela. Ela precisava de mim, e eu precisava do conforto dela. Mesmo sem saber ao certo se ela me faz bem ou mal. E ali continuei tranquila a vagar pelas inconstâncias dos meus pensamentos e sentimentos. Acompanhada de mim.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O semblante inequívoco daquela estátua belaparte, vou carregar no meu apetite um tanto até quando só me reste na memória vultos poucos do sorriso meio apagado. Em cada pulsar que se cria, escorre vontade de você pelo meu corpo transcorrendo às veias mais estimulantes, que até então não sabia que existiam. Transbordo dos seus beijos incertos e tão bem encaixados que já pude arrancar. Alguma parte do meu interior implora por metade sua todas as vezes que me deixo escapar respingos de saudade. Volte a frequentar minha necessidade todos os dias.
O dia excedeu as minhas expectativos, e ao contrário do que eu queria que ele fosse, se tornou a frustação semestral de início. Vou fazer agora como muitas das pessoas comuns se prestam: usar meu blogger para despejar a carga negativa que esteve comigo hoje o dia inteiro. Um twitter caberia bem agora. Colocar um monte de palavras feiascomuns e pronto.
Não é crise, nem é TPM! Mas nem me pergunte o que é então, porque eu não sei.
Cheguei feliz em casa depois de um final de semana tranquilo no interior com o amor, deitei na minha cama que guardava saudade de dois dias e pronto. Lembro que saí de casa por volta das 13:00 da tarde. Até então, tudo feliz. Caminhei pela Av. Hermes Fontes atrás do meu primeiro filho para comprar. Sim! Meu cachorrinho. Não achei! Me disseram que tinham cachorros à vendo no Mercado Grande no centro da cidade. Não sei qual a maluquice que me bateu de achar que pegar o ônibus 13:40 daria tempo de ir no mercado e chegar no trabalho as 14:00. Frustado. Já eram 15:30 quando apenas cheguei ao local! Desço do ônibus e PUFF! Um homem sem dentes da frente de boné e de bermuda me segura muito forte pelo braço (pensei que ele quisesse arrancá-lo naquele momento). Mas não! O filho da puta levou meu celular que eu usava como pen-drive. Ou seja: TINHA TUDO MEU, LÁ! Ainda me levou 20 reais que era pra pagar as locações de filmes que eu fiz. Qual é? Azar? Que porra! Eu não tinha planejado essas coisas. Sem contar o sacana que me enrolou dizendo que precisava de 5,00 pra ir buscar os cachorrinhos pra me mostrar, e até hoje eu espero! Mas tudo bem! Nesse caso: a burra fui eu. Enfim, arrisquei ir no trabalho né. Fazer um drama dizendo que fui assaltada. Nem adiantou o bleblé. Só vi a Patroa gritando na sala de corte: "Quando eu colocar pra fora, não reclame." Tudo bem que a 'quemanda' lá é minha mãe, mas ô cacete, deu vontade de dizer que tudo bem, que eu nao preciso do emprego, hehe. Que ódio! Mas aí pensei né: "Aconteceu isso tudo, mas que nada! Hoje tem aula, e eu tava muito com saudade de produção textual." Pra pagar o meu pensamento, quando chego na UNIT...aiai! Se antes era lotado, agora está parecendo um formigueiro. Nunca vi tanta gente num lugar só. Pior é ter que subir escada pra cacete pra chegar à minha sala! Não vou aguentar isso todos os dias. Hoje, acho que só faltou eu fazer uma tragédia com alguem pra o final ser mais brutal ainda! Sei não viu! Nunca mais planejo meu dia!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

lê se quiser.

- Cappuccino de chocolate. Seu nome no embaçar do box do banheiro. Marcas de beijos na tela do computador. Mural de Fotos. Cassino. Poker. Placar Avançadíssimo. Distância. Problema. Platônico. Solução. Diversão. Para um lado. Para o outro. Dança. Saudade. Salvador. Mentiras. Maioria. Verdades. Muito pouca. Lésbicas explodem. Gays se assumem. Todas as crianças são homossexuais. Que nada. Destino. Escolha. Atitude. Medo. Saudade. Saudade. Decisão. Ponto final; Decisão. Felicidade é a prova dos nove. Feliz demais. 1º de abril. Vontade. Mais vontade. Confissão. Aprovada. -



/só eu entendo. ou nao.

segunda-feira, 14 de junho de 2010




Rápidos. Elétricos. E mágicos.
Talvez tenham vida própria. Não dá pra calcular como a mente agi tão rápido junto com a movimentação deles. São capazes de sairem por aí sozinhos. E saberiam se virar muito bem
se fossem separados do corpo.
Os dedos. A mão. Impulsivos. E admiráveis. Não dá para imaginar.
Eles fazem pela nossa vontade, que só depois é que vamos raciocinando que ela existe.
Sensíveis, permanentes, inconstantes, fortes e fracos.
Mãos. Assim sabemos e sentimos. Depois delas. Quase sozinhas, chegam até onde a nossa vontade quer.







- Consegui? Muito difícil de descrever. Mas sou admiradora numero 1 de mãos. Vou conseguir um dia fazer coleção. Haha.

Cinco seis sete oito... Começa!
Gestos de alegria, de confusão...
Você vai desenhando no ar e deixando rastros de sentimento.
Passos rápidos, e lentos. Sensuais e devastadores...
Você se sente só. Vai bem mais além da sua imaginação.
É o que você está sentindo.
Você voa de acordo com a sua vontade.
Impulsa conforme a sua força.
Flexiona junto ao seu cansaço.
E o que você não quer é parar.
Leveza... facilidade, ou nao.
E assim vai sincronizando mãos, pés, cintura, rosto,
mente. E o resto é segredo.
O corpo, e o que ele é agora, vai aumentando a sua beleza,
mostrando o que realmente no fundo, seja você.
A dança te forma. Ela existe. E você se faz a partir.






- saudade de dançar. saudade do grupo Hybridos de dança.

domingo, 13 de junho de 2010

Pássaros

Inveja é o que nós, seres patéticos, deveríamos sentir deles.
Voam, voam, juntos. Para onde? Não importa.
Vento, sol, céu azul, mar e admiradores.
Livres.
Cantam, reproduzem, abrigam-se. Felizes? Quem sabe.
Vantagens eles tem.
Nasceram com duas impetuosas asas, que podem afastá-los de toda mediocridade, todo mal quase sempre que desejarem.
Mas têm tanta sorte que não fazem idéia do que seja isso. Ou fazem?
Pássaros. O que lhes restam?
São tão pouco importantes, que apenas fazem parte de uma cadeia alimentar.
Pássaros. Voem!

Obrigada


Entre encontros e desencontros meus, encontros e desencontros dela, há três meses atrás eu tive a sorte, como ja lhes disse certa vez, de ter conhecido. Como Fernando Pessoa diz "Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão", eu nao sei ainda quais motivos me levaram aquele encontro num sábado a noite. Mas sei que depois dele, muita coisa foi acrescentada em mim. Seu jeito agressivo e arrogante nao foram, nem nunca será empecilhos para que eu deixe de achar aquela baixinha ousada uma das criaturas mais incríveis que encontrei por aí. Ah o acaso. Eu me lembro. A gente parou num posto. Ela desceu do carro super estressada porque um molequinho de rua tinha topado na sua filha, e aquilo se tornou um tanto engraçado. Ela me viu rindo, jogou os cabelos conforme virava o rosto um pouco inclinado e olhou para mim com uma cara de: o que é que você está rindo garota? E foi nesse instante que o meu consciente percebeu e criou uma admiração. Pequenininha, acho que um pouco menor que eu, mas a diferença é grande porque ela tem 46 anos e eu apenas 17, ainda vou crescer, e ela nao. Enfim. Cabelos curtos e extremamente soltos, do jeito que eles quisessem estar ela deixava. Vestia um short jeans, e uma blusa branca que combinava e combina demais com ela sempre que usa. Estávamos indo a lagarto onde ela tem um apartamento e morou muitos anos, e onde tinha uma namorada. Eu era convidada da amiga dela,que mal conhecia também. Sempre topei essas coisas meio loucas e repentinas que aparecem em mi vida. Pois é. Lá, eu nao conseguia parar de observar, e nem era escolha minha, eu tenho essa coisa impulsiva, e fica difícil de controlar. Ela, por algum motivo, nao conseguiu dar atenção necessária a sua namorada, a moça teve que ir embora e pronto ficamos naquela situação de troca de olhares desentendidos. Domingo. Isabella deixou ela na porta de casa já em Aracaju. Anotei na minha agenda com folhas recicladas, o seu e-mail e o site no qual tinha uma coluna, e tchau. Não sei, mas eu sentia que aquele dia nao seria o ultimo que nos encontraríamos. E realmente. Na sexta-feira da mesma semana, aquele encontro foi decisivo. Foi me pegar em casa. Entrei no carro e achei ela mais bonita do que a primeira vez. Não sabia que aquele cheiro de Humor nunca iria me largar, mas me agradou bastante.

- Quem está usando esse perfume, você ou sua filha?

- E agora ?

Ela bebia Pérgola e fumava Free. Eu observava, as vezes me aparecia no rosto um sorriso de lado, e fumava meu carlton de sempre, apenas. Conversamos e nos conhecemos de verdade. Ela falava mais que eu, e me fazia várias perguntas. Entreassuntos e declarações foi para ela que meu corpo me levou. Esse dia era 13 de março. Hoje, junho, pouco tempo, e coisas demais ja aconteceram. Pedido de namoro, até pedido de casamento, por mais que tenha sido na brincadeira. Declarações extremamente apaixonadas. Presentes significativos. Viagem. Nossa! Brigas. Palavras pesadas. Pensamento em ir embora. Humilhações. Ciúme exagerado. Vontade de nunca mais ver. Insultos. Estivemos mais mal do que bem, juntas. Não tinha aparecido ninguem em minha vida que me fizesse tão mal. Mas não tinha aparecido ninguem em minha vida que tenha me deixado nesse estado crítico de paixão. Seria a pessoa que eu largaria qualquer coisa para estar junto, e foi o que eu fiz várias vezes e que continuo fazendo. Seria a pessoa que se quisesse me levar para outro planeta, eu iria. Seria a pessoa que eu amaria. Seria a pessoa que eu teria uma rotina junto. Seria a pessoa que eu daria o mundo se fosse possível. Enfim. O infelizmente desse final, foi ter nos encontrado em épocas diferentes demais. Cruzamos no momento que eu estou com passagem de ida na mão, e não existe nada que se possa ser feito para modificar isso. Ou existe? Ei! Vou carregar você comigo por um sempre. Sempre.



(espero que a filha que eu tiver um dia, nao se apaixone desse jeito com 17 anos)

sábado, 12 de junho de 2010

Diva.


"... pensar na pessoa que se ama, é como querer ficar a beira d'água esperando que o riacho alguma hora, esbarre de correr. " - Maria Bethânia
... e essa vontade consequentemente teimosa, continua comigo. como algumas vezes ouvir me dizer, se a paixão é o bálsamo, eu me desconcerto e nao sei mais o que isso significa. me perder dentro de mim mesma, dentro dos meus conceitos e preceitos, me deixa parada. estigmática. sem calcular nem pensar no que na verdade deveria estar sendo feito. volto. não canso. volto todas as vezes que sentir que ainda posso. e até mesmo quando achar que nao posso mais. sem limites. aquele tão de repente do inicio, nao pode acabar no mesmo inicio.
- Moça! Desculpa e obrigada. Essa falta de juízo que você me causou, ou essa perda de sanidade momentânea, me mostra no que eu insisti até os últimos momentos. que na verdade, até hoje eu procuro para saber se realmente chegaram aos últimos.




/ enfim. que morango delicioso eu estou comendo agora. que saudade estava daqui. e desculpem os exageros. beijos
"Vem um aperto aqui entre os seios. A garganta embola e doi. A respiração fica curta. A visão começa a ficar turva. Não adianta prender. A vontade da lágrima é uma necessidade do sofrimento. Parece que viramos ao avesso. Coração para fora e queremos abraça-lo. Aperto."

nao, nao.

É muito raro eu fazer algo que seja contra a minha vontade. Então eu estar arrependida de algumas coisas seria contradição da minha parte. Não quero me arrepender porque isso me faz pensar que sou burra o suficiente. Arrependimento nao. Posso me sentir burra por outras coisas, mas nunca porque me arrependi. Entao foda-se. O que foi feito já está nos fios do meu cabelo. O resto, é tudo aprendizado.

Sem Título.

Ontem, enquanto eu falava falava, tentando justificar a minha ansiedade... Tiago tirava do bolso uma carteira de documentos. Abriu o bolsinho do fundo e tirou uma moeda. Colocou bem em frente a mim e soltou.
- É isso que falta. Cair a fixa. - disso isso e se afastou.
Foi o suficiente para me deixar ali, analisando a mim mesma. Dois segundos.
Peguei a moeda, devolvi a ele, e seguimos. Dessa vez, calados. Não tinha mais a ousadia de tentar justificar nada.



(ruim)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Autodescrição.

Paradoxo vivo. Ironia. Esquizofrenica. Uma arte. Irreal. Mutante. Tudo muito misturado, que se transforma em "ser" mistério e dúvida. Sou risos e crueldade. Totalmetne diferente daquilo que você espera que eu seja. Um espelho do que você pensa e como você agi; mas meus gostos sempre são diferentes aos de qualquer pessoa normal. Gosto de acreditar em final feliz para sempre e amor até que a morte os separe. Gosto de amar apenas um lugar. Gosto de acreditar em apenas uma pessoa. Gosto de ter apenas uma melhor amiga. Gosto de arriscar, errar e mudar..É preciso cuidado sim, porque nunca se sabe o que um(a) louco(a) é capaz de fazer, ou o que vai fazer, como vai reagir, ou do que vai gostar. E a única coisa que eu posso dizer de mim, é que eu sou uma pessoa fora de sanidade mental, e tenho dito.

Tô fora!

"Vamos começar com uma linguagem menos fomal'zinha? Chega de formalidades né?
Jogo tudo pro alto. Caneta, papel, até pensamentos. Radicalização as vezes é bom. Mudança, nem se fala. Então é como diz a nossa mestre, "Eu não: quero é uma realidade inventada/ por Clarice Lispector. E hoje eu desejo sorte a alguns !"



Superinteressante. As vezes eu saio para ir na praia, andar e relaxar, e no caminho, só uma coisa consegue chamar minha atenção. Sempre passo olhando muito. Aquelas criaturas fazendo poses bizarras, querendo ser lindas, e com certeza com todo aquele pique pra aguentar aquela situação e segurar seu glamuor até o fim.Siceramente, só para as que estão sem saída, porque vender o corpo deve ser muito cansativo e sem contar que não está com muito valor por aí não é? Me assusto com o tamanho da disposição delas. E na maioria das minhas idas à praia pelas manhãs, quando estou voltando à noite elas ainda estão lá, firmes e fortes esperando o próximo para arriscar a vida mais uma vez. Mas uma vez? Será que elas fazem idéia do risco que correm toda vez que entra num carro para mais uma aventura e nunca mais voltar?Será mesmo que elas correm riscos?Aventura?Será mesmo uma aventura?Sendo assim, eu não me prontifico a saber com detalhes.

Obscura e mentirosa : Beleza.

Seguir o padrão de Beleza que a mídia impõe, é a grande ilusão que inocentemente muitos não se limitam a cumprir. Aquelas modelos que propositalmente encontramos em revistas ou propagandas de TV, com cabelos sedoso, barriga definida, seios nos seus devidos lugares, bunda empinada e pernas grossas, são os guias que levam a beleza de encontro ao consumo.
Interessante se torna o assunto, quando esse padrão de beleza é comparado com a realidade que homens e mulheres enxergam por trás de um pedaço de vidro refletor, ao qual denominamos espelho.
Quem não gostaria de ser considerado 'o mais' ou 'a mais' bonita do mundo, e ser cobiçado por tal beleza? Talvez isso seja o grande sonho de várias pessoas, e talvez também essa tenha sido a melhor maneira que a mídia encontrou e gerou assim um mundo capitalista bem mais sucedido e avançado.
Cultura, é um causador dessa vontade estigmatizada que leva as pessoas a acharem que poderão ser excluídos socialmente se não seguirem aquilo que é taxado como 'o caminho' para o sucesso e felicidade.
Ter uns quilos a mais e não usar roupas da moda atual, é um grande risco que se corre de ser rejeitado por pessoas de um determinado grupo social e acabar sendo uma pessoa altamente excluída e desmoralizada. E isso é consequentemente mais um grande causador à tornar o Brasil apenas a 5º potência mundial.
Ser magra e bem definida, ou musculoso e forte é o que caracteriza o perfil da verdadeira beleza, descaradamente estão lá todos os consultórios para cirurgías plásticas, e as melhores receitas de dietas rápidas, para aqueles (é claro) que tem a condição de passar por tais. Não é o exemplo claro de mais um motivo da grande desigualdade social no Brasil ? E aqueles que também sonham com o perfil perfeito de beleza e nem se quer tem a oportunidade para os mesmos ? São automaticamente eliminados e excluídos.
Um pouco de vaidade também é bom. Mas não podemos deixar de lado a grande realidade de que mulher perfeita e homem dos sonhos, só podemos encontrar em revistas, não esquecendo portanto que a verdadeira receita está anotada, escrita, e bem guardada na personalidade de cada um que criou para si.

domingo, 11 de abril de 2010

Ele

Sempre tive uma vontade enorme de escrever sobre ele. Mas nunca cheguei a um ponto legal de inspiração. Sem contar que pra falar nele, eu sou muito suspeita. Mas já me convenci que são de todas essas coisas, que consigo pensar dessa forma sobre ele. O que é correto, lógico.
É tanta adimiração que... as palavras travam. E eu nunca consigo explicar por completo.
Eu queria muito uma coisa na minha vida. As pessoas; elas precisam parar de se deixar alienar por muita coisa que elas acham que a televisão mostra.
Ta tão na cara, que vai demorar 'anos luz' para o mundo parar novamente porque um ícone nos deixou. É ele mesmo. O grande e extraordinário, revolucionário rei do pop. Vulgo: Michael Jackson.
Acho que o problema do Michael foi amar demais e achando ainda pouco, sair demonstrando por aí. Ele só era diferente e muita gente, infelizmente, nao entende isso. Mike era tão diferente desde sempre, que se o destino dele nao fosse aquilo, talvez ele nem existisse. Exagero. Exagerado. Isso era ele.
Será que dá pra todo mundo entender que ninguem é perfeito?
Agora me diga. Qual a pessoa que passa a infância inteira tendo que presenciar, ouvir, tudo aquilo que ele não aprova e sente medo, e quando tem a oportunidade de mudar esse destino, nao o faz?Me diga! Ainda mais uma pessoa feita de sentimentalismo e sensibilidade que era o Mike.
Foram tantas coisas que frustou-o enquanto criança. Coisas que vão para o nosso subconsciente que para expulsá-las... impossível. E só ele sabe. Soube.
Mas o que torna Michael Jackson, o que ele foi, é que apesar de nao saber superar, apesar de ter que passar, não deixou de brilhar. Não deixou de ser o melhor. Porque isso ele era, e sempre será: o melhor.
Ah cara, que abusar de crianças! Já ta mais que provado que foi tudo golpe. Se ele era homossexual e daí? Se ele passa a vida inteira sendo chamado e abusado de "macaco", o que é que tem ele querer mudar o nariz quando tem dinheiro para isso? Se ele tem vitiligo e quer logo ficar todo branco, o que isso te incomoda?
Pare para ver a mensagem que ele tentou passar para o mundo equanto era julgado. Michael só queria explicar que enquando uma cor de pele, uma opção sexual ou dinheiro, fosse mais importante que o sorriso sincero de uma criança, nada seguiria adiante de uma forma digna.
Michael só queria mostrar que é o nosso dever cuidar do planeta se quisermos continuar existindo. Michael se aproveitou do sucesso dele para passar isso para a humanidade. Mas ao invés de prestarem atenção nisso, as pessoas só se preocupavam em ser injustas.
Não sinto pena. Muito pelo contrário. Tenho orgulho. Só é triste saber que uma pessoa como ele, tenha que sofrer até o ultimo suspiro.
Uma pessoa que só se preocupou em ajudar. Dar sem querer em troca. Ver as coisas como elas eram e querer mudá-las e por em prática. Merecia a felicidade do mundo todo para ele, pelo menos.
Enfim. Que o Michael Jakcosn viva para sempre. E que eu continue vendo crianças tentando dançar igual a ele quando uma música toca.